Cada bebê possui um potencial de crescimento próprio, determinado principalmente pela genética dos pais. Por isso, o peso ideal não é um número fixo. O que realmente importa é que o bebê esteja dentro de um percentil adequado para ele, respeitando seu padrão individual de crescimento.
De forma geral, espera-se que o bebê se mantenha entre os percentis 10 e 90 ao longo da gestação. Mais importante do que o número em si é a estabilidade desse crescimento, sem quedas bruscas entre as avaliações.
Pequenas oscilações de 2 a 3 pontos percentuais são consideradas normais. No entanto, se um bebê que estava, por exemplo, no percentil 30 passa para o percentil 20, isso indica uma redução na velocidade de crescimento, um sinal que merece atenção e avaliação cuidadosa.
Para entender se a desaceleração do crescimento do bebê está relacionada à desnutrição, é fundamental avaliar dois pontos principais :o ultrassom com Doppler e a presença de alterações genéticas.
O ultrassom com Doppler avalia o fluxo sanguíneo do cordão umbilical e da placenta. Quando esse fluxo está normal, significa que o sangue e, com ele, os nutrientes estão chegando adequadamente ao bebê. Isso é um ótimo sinal, pois indica que a via de entrega está funcionando bem.
Já as alterações genéticas costumam ser identificadas no ultrassom morfológico. Quando não há nenhuma alteração estrutural ou genética identificável e o Doppler está normal, entramos em um cenário muito comum na prática clínica:
👉 a desaceleração do crescimento pode estar relacionada à ingestão inadequada de nutrientes, ou seja, à desnutrição materna, muitas vezes silenciosa e não percebida pela gestante.
Nesses casos, estima-se que até 80% das situações estejam relacionadas a fatores nutricionais modificáveis, o que muda completamente o prognóstico quando há intervenção adequada.
Se você se identificou com esse ponto, provavelmente está pensando o mesmo que a maioria das minhas pacientes pensa nesse momento…
Sim, eu sei, a culpa não é sua, e essa é uma frase que escuto com muita frequência no consultório.
Mas o ponto central aqui não é apenas comer bem. É consumir os nutrientes certos, nas quantidades adequadas, para cada fase da gestação. Durante a gravidez, as necessidades nutricionais mudam rapidamente. Existem micronutrientes e macronutrientes essenciais para a formação dos órgãos, do cérebro e para o crescimento adequado do bebê que, quando estão em déficit, podem levar à desnutrição materna — mesmo em mulheres que se alimentam “bem” no dia a dia.
Na prática clínica, os déficits mais comuns que observo estão relacionados a: ingestão insuficiente de calorias, baixa oferta de proteínas e carboidratos, e deficiência de micronutrientes essenciais, como:
✔️ Ferro
✔️ Vitamina A
✔️ Zinco
✔️ Vitamina B12
✔️ Ácido fólico na forma metilada
✔️ Magnésio
✔️ Iodo
✔️ Selênio
✔️ Níveis adequados de albumina.
Esses nutrientes são determinantes para o crescimento fetal adequado — e muitas vezes estão abaixo do ideal
Quando o crescimento do bebê desacelera e outras causas já foram descartadas, o erro mais comum é apostar em orientações genéricas.
Muitas gestantes ouvem apenas: “coma mais proteína”. E embora a proteína seja essencial, aumentá-la sem critério é um tiro no escuro quando não se sabe exatamente qual nutriente está em déficit.
Em muitos casos, a alimentação é considerada saudável, mas está insuficiente em calorias para o trimestre gestacional atual, ou apresenta deficiência de micronutrientes essenciais, fundamentais para o crescimento fetal e para a formação dos órgãos e do cérebro do bebê.
Comer mais carne não resolve queda de percentil fetal!
Com nutrição de verdade. Comida de verdade. Planejada, calculada e ajustada na quantidade ideal para você e para o seu bebê, associada à suplementação correta orientada diretamente para fazer o seu bebê voltar a ganhar o peso adequado e para fazer o percentil voltar a subir.
Ao longo da minha prática clínica, acompanhei dezenas de gestantes e estudei profundamente como cada micronutriente impacta o crescimento e o desenvolvimento fetal.
Em muitos casos, a queda de percentil acontece em razão de quedas bruscas de nutrientes que não são dosados nos exames comuns que o médico pede, e que só um nutricionista expert em nutrição materno-fetal consegue perceber.
Com base em 6 anos de experiência em nutrição materno-fetal, desenvolvi um método de acompanhamento com um olhar clínico preciso para identificar exatamente o que está faltando na sua alimentação e na sua suplementação, e corrigir de forma segura, individualizada e baseada em evidência.
Maiara, 37 anos.
A causa da restrição de crescimento do bebê dessa paciente foi desnutrição. Depois da dieta ajustada, e da suplementação reforçada, o bebê subiu no percentil e nasceu muito bem.
Ana, 24 anos.
Essa paciente comia muito carboidrato, e pouca proteína. Ela não alcançava as calorias necessárias para o trimestre. Depois dos ajustes a bebê voltou a crescer.
Patrícia, 36 anos.
Tinha alteração de tireoide, colo curto, risco para parto prematuro, bebê em queda de percentil, e alteração de glicemia ao final da gestação. Fizemos ajuste na dieta e suplementação para adiar ao máximo o parto. Deu tudo certo!
Reila, 33 anos
Tinha muito medo de alterações na gestação. Confiou no meu trabalho, fez a dieta regradinha, e tomou todos os suplementos. Deu tudo certo! Zero alterações.
Nathaly, 33 anos
A deficiência de vitaminas importantes no crescimento do bebê estavam deixando essa neném em RCIU. Em apenas 1 mês conseguimos reverter. Há o que melhorar, mas estamos no caminho.
O que significa RCIU?
A Restrição de Crescimento Intrauterino (RCIU) é uma condição em que o bebê tem peso menor do que deveria, porque não está crescendo conforme deveria dentro do útero. Essa condição está atrelada a perda de oportunidades de desenvolvimento e neurodesenvolvimento para o bebê.
Se meu bebê subir no percentil novamente, o que ele perdeu consegue recuperar?
Não, as oportunidades perdidas não se recuperam mais. O que você vai fazer agora é oferecer um melhor desfecho para o seu bebê, um melhor resultado diante do problema. Lembre-se, a nutrição é a base para a formação de cada célula humana.
Se eu tiver alguma outra alteração da gestação, como diabetes gestacional, risco para pré-eclâmpsia, restrições alimentares, a dieta e a suplementação também terá condições estratégicas para prevenção e controle dessas alterações, ou será somente para queda de percentil ou RCIU?
Toda e qualquer alteração possível de tratamento e/ou prevenção com a nutrição será abordada na dieta e na suplementação.
O Protocolo Crescimento Máximo é certeza de fazer o percentil do meu bebê subir e/ou tirá-lo da RCIU?
Não. Mas tenha a certeza que eu trarei clareza para você, e te guiarei para você conseguir aumentar a qualidade nutricional do sangue que chega até o seu bebê. O que faz o bebê crescer é a qualidade do sangue que chega até ele. O sangue deve ser suficiente em nutrientes que fazem o bebê crescer adequadamente e se desenvolver plenamente. Quando a razão da queda de percentil e da RCIU é nutricional, e quando há a efetiva nutrição na correção dessa desnutrição, a consequência esperada é o bebê subir no percentil, obviamente.
A dieta é difícil de fazer?
Depende do que você considera difícil. Minhas dietas costumam ser fáceis e práticas, com alimentos básicos do dia a dia. Fica tranquila, porque eu considero os seus hábitos e gostos particulares.
A suplementação é cara?
Caro mesmo é o preço que se paga pela falta de informação. Muitas vezes investimos em enxoval, decoração ou itens que são lindos, mas temporários. Já o investimento na formação dos órgãos, no desenvolvimento cerebral e na saúde do seu bebê é algo que impacta a vida inteira. Quando falamos em suplementação adequada, estamos falando de oferecer os nutrientes necessários para construir cada detalhe do seu filho com a melhor base possível. E saúde não é gasto, é investimento.
Nutricionista pode atender gestantes de forma online?
Sim ! E é totalmente seguro e autorizado pelo Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) .
Desde a publicação da Resolução CFN nº 816/2022 , no Diário Oficial da União , os nutricionistas estão autorizados a realizar consultas e acompanhamentos online (teleconsulta). É interessante ressaltar que todas as informações que eu preciso para avaliação constam em exames , não é necessário avaliar a gestante presencialmente.
Eu fui mãe do Íthan João aos 27 anos. Na época já estudava Nutrição, mas não sabia tudo o que sei hoje. Durante a gestação minha alimentação não foi adequada, não suplementei corretamente e, olhando para trás, sei que tive diabetes gestacional sem nem perceber.
Cheguei a pesar 90 quilos ao final da gestação. Íthan é um menino saudável e forte. Hoje sei que tive sorte porque era jovem, e tenho consciência de tudo o que deixei de ofertar ao meu menino durante a gravidez.
Foi essa experiência que me fez mergulhar no estudo da nutrição na maternidade. Me dediquei a entender como cada nutriente influencia o crescimento fetal e como podemos agir de forma preventiva para garantir um desenvolvimento adequado.
Quando chegou a fase da introdução alimentar, apliquei todo esse conhecimento para reescrever a história do meu filho, oferecendo a ele novas oportunidades.
Hoje, minha missão é ajudar outras gestantes a terem uma nutrição consciente e segura, evitando deficiências que possam comprometer o crescimento e a saúde de seus bebês. Eu não tive um pré-natal adequado nutricionalmente como merecia, mas você pode ter!
Estou aqui para te ajudar a oferecer oportunidades nutricionais para que seu bebê cresça com saúde e potencial máximo desde a vida intrauterina.
Eu estou há 6 anos estudando profundamente o impacto da nutrição na gestação. Nesse tempo, já acompanhei centenas de gestantes, cada uma com sua história, suas particularidades e desafios, desde Restrição de Crescimento Intrauterino, diabetes gestacional, risco para pré-eclâmpsia, bebês PIG e GIG, até mulheres intolerantes e com muitas dificuldades de se alimentarem.
Sou nutricionista materno-fetal e também sou mãe. Estou à espera do meu segundo filho. Se você acabou de receber o diagnóstico de RCIU, eu quero que saiba: você não está sozinha. Eu sei o quanto esse momento pode trazer culpa, medo e desespero. Mas existe caminho. Existe estratégia. Existe o que pode ser feito.
Seu filho merece mais do que apenas aguardar a data da cesariana.
Ele merece oportunidade de crescimento. Me envie uma mensagem. Tenho certeza de que, já na primeira consulta, você vai se sentir mais segura, orientada e amparada. Será um privilégio caminhar com você e buscarmos, juntas, o Crescimento Máximo do seu bebê.
Thaís Souza
Nutricionista Materno-Fetal